domingo, 12 de abril de 2015

Bendirei!...

Bendirei o Senhor porque a Ele fica bem o louvor!... 
As marcas de sua graça e de sua bondade testificam isso. Bom é um adjetivo que usamos diariamente, quase que não serve para qualificar o Senhor. Quase...
Bom no sentido de fazer-nos o BEM! Muito bem para as nossas almas. O mundo anda atormentado porque não conhece o Senhor, não sabe que Ele é bom. Não pensa nas obras maravilhosas que atestam a sua grandeza.
O Senhor é bom porque nos dá o pão de cada dia e isso é muito bom!... O pão diário a nos sustentar é o Senhor quem dá!
OBRIGADA, SENHOR!
"Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias de minha vida; e habitarei na Casa do Senhor para todo o sempre". 
Salmo 23.6
Essa bondade que o rei Davi descobriu está para todos. Não é exclusividade de ninguém. Descobri que a bondade de DEUS é um meio de vida. É qualidade de vida enquanto tantos pensam em fama e riqueza. Fama e riqueza não aquecem o coração. Melhor é ter paz e essa PAZ foi conseguida a preço de sangue para que hoje, domingo, pudéssemos caminhar até a Casa do Senhor para louvá-lo porque Ele é tão bom que nos deu o seu próprio Pão: dividiu conosco o seu Pão Eterno, Emanuel, para que o louvor pudesse ser uma realidade em nossas vidas. Nós que não tínhamos esperança. Dividir o pão não é coisa de amadores!... Foi o Senhor quem primeiro nos ensinou porque Ele é muito bom!...
***
Luzia Almeida
As orquídeas que estão na foto, são a segunda geração de algumas que recebi na sala de aula de uma ex-aluna, a Raquel Gueiros. Foi uma das mais bonitas homenagens que já recebi. Na sala de aula as flores não eram só pra mim, mas para cada aluno que pode ver tamanha gentileza. A visão da aluna oferendo flores à professora é uma bondade. Ver as flores da segunda geração é a mesma bondade agora plantada no quintal da professora.
É verdade! O Senhor é bom! Orquídeas, pão e cruz convencem-nos de que ELE É BOM, por isso bendirei o seu santo NOME. Amém!

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Dalcídio

O teu nome marca uma data de letras.
Marca um tempo de chuva, ilusão de olhos atormentados pela doença.
Teu nome nada diz sobre curas e nostalgias...
Magia pura de escrever o Norte
sobretudo
quando chove.
                   Luzia Almeida
*** 
O romance CHOVE NOS CAMPOS DE CACHOEIRA de Dalcídio Jurandir é muito mais que uma belíssima produção literária. Apresenta um vocabulário próprio da época em que foi concluído (1929), mas somente foi lançado em 1941 pela editora Vecchi. A beleza do texto paraense nos convida a conhecer palavras que, sendo nossas, precisam ser descobertas para que sejam amadas, eis a razão deste pequeno glossário:

01. MODINHA: s.f. tipo de canção urbana portuguesa e brasileira, surgida no século XVIII, com temática espiritual e/ou amorosa, popularizada no século seguinte, acompanhada por violão.
02. JIJU: (Do tupi ye’yu) S.m. Bras. Peixe teleósteo, caraciforme, da família dos caracídeos (Hoplerythrinun unitaeniatus (Spix)), dos rios Amazonas, Paraguai e São Francisco, de coloração semelhante à da traíra, com faixa preta ao longo da linha lateral, e comprimento de até 30 cm. É carnívoro e pode resistir por longo tempo à escassez de oxigênio e à dessecação.
03. TABEFE: (Do ar. Tabïkh, cozido) S. m. 1. Espécie de gemada preparada com leite, ovos e açúcar fervidos. 2. Soro de leite coalhado. 3. Pop. Tapa, soco, sopapo.
04. EMPAMBADA, (empalamado): Adj. 1. Coberto de emplastros. 2. Doente, achacadiço, mazelado. 3. Bras. Pálido, anêmico, como os opilados, os hidrópicos, ou de uma gordura frouxa e descorada.
05. ESTURDIA: S. f. Estroinice, travessura, extravagância.
06. CAIXEIRO: s. m. 1. Empregado em casa de comércio que vende no balcão; balconista. 2. Aquele que entrega a domicílio as mercadorias compradas; entregador. 3. Operador que faz caixa.
07. MERINÓ: (Do esp. Merino) Adj. Diz-se de uma raça de carneiros de lã muito fina. S. m. tecido feito dessa lã.
08. COIÓ: (de origem indígena, decerto) S. m. 1. Bras. V. peixe-voador. 2. Tolo. 3. Namorado ridículo. 4. Assobio característico que se dá perto de uma mulher como galanteio ou provocação amorosa. 5. Choça de um só compartimento que os trabalhadores constroem no meio da mata.
09. PLENILÚNIO: S. m. lua cheia
10. CATALÉPTICO: Adj. 1. Relativo à catalepsia. 2. Que sofre de catalepsia.
11. MUXINGA: S. f. 1. Chicote. 2. Surra.
12. CEPO: S. m. 1. Toro ou pedaço de toro cortado transversalmente. 2. Tronco de madeira onde o condenado deitava a cabeça para ser decapitado.
13. FITEIRO: S. m. 1.Homem que fabrica fitas. 2. Homem namorador, galanteador.
14. BABAQUARA: Adj. 1. Caipira, tolo. 2. CE. Grande influente, poderoso.
15. ENJAMBRAR: V. int. torcer ou empenar (uma tábua). 2. PE. Ficar confuso; envergonhado; confundir-se, acanhar-se.
16. TRESANDAR: V. t. d. 1. Fazer andar para trás; desandar. 2. Transtornar, confundir, perturbar, desordenar. 3. Exalar mau cheiro.
17. CHAPEAR: V. t. d. e i. 1. Cobrir, revestir ou guarnecer de chapas; chapar. 2. Revestir (parede ou teto) com argamassa, cimento ou barro que, arremessados de certa distância, produzem revestimento bem rugoso da superfície.
18. PACHORRA: S. f. falta de pressa, vagar, lentidão.
19. AMANUENSE: S. 1. Escrevente, copista. 2. Funcionário público de condição modesta que fazia a correspondência e copiava ou registrava documentos.
20. ALPENDRE: S. m. 1. Cobertura saliente, de uma só água, de ordinário à entrada de um prédio, apoiada, de um lado, na parede deste, e de outro, em esteios, pilares ou colunas; telheiro. 2. Pátio coberto. 3. Varanda.
21. COPIAR: S. m. 1. Varanda contígua à casa; alpendre.
22. CHARQUEADA: S.f. 1.Estabelecimento onde se charqueia a carne; saladeiro; tablada. 2. Derrotar o adversário no jogo, deixando-o sem dinheiro.
23. URUÁ: S. f. árvore da família das boragináceas.
24. REFREGA: S. f. 1. Encontro entre forças ou pessoas inimigas; peleja, briga, luta, reencontro. 2. Trabalho, lida, labuta, faina.
25. PÚCARO: S. m. 1. Pequeno vaso com asa, ordinariamente destinado a extrair líquidos de outros recipientes maiores. 2. Pequeno vaso de toucador, para depósito de pó de arroz.
MESTRADO EM COMUNICAÇÃO, LINGUAGENS E CULTURA
Disciplina: Análises Terminológicas, Glossários e Variantes
Professora Doutora: Rosa Assis

sábado, 21 de março de 2015

Dia de Poesia

Hoje é um dia muito bonito!...
Dia de Poesia: e pra mim que amo, nada mais certo que escrever do meu amor.
Quando a gente fala de amor é um risco porque até parece que somos acometidos de fraqueza, que ficamos vulneráveis, pequenos...
Bem, se sou pequena o problema é meu! Sou pequena, mas meu coração é do tamanho de um caroço de açaí (risos). Enganei vocês!
Ser pequena é uma boa ideia, porque de cara somos livrados da arrogância. Tanta gente arrogante no mundo, pensando que tem um rei na barriga. Não!
Prefiro ser pequena e ser gente. Gente de verdade: que é feliz e mesmo assim sofre e chora e ri e diz bobagem e se arrepende e pede desculpas porque tem o direito de se arrepender e que queria fazer tanta coisa boa e não sabe por onde começar...
Bem,
eu sou pequena, mas não sou invisível, não sou esquecível. Olha essa graça que eu vou fazer. Pra quê ser grande e ninguém te notar. Pra quê ser gigante e todos... "Quem?!...  Não sei quem é!"
Olha só!
Estava na minha redinha verde com o meu tablet quando li:
"Lídia Cardoso compartilhou link na sua linha do tempo." Esse negócio de LINHA DO TEMPO é um charme só. Deu até vontade de escrever um conto.
Pois então:
E a Pequena diz que não dá pra separar Luzia de Poesia e que lembra de mim, das tardes do Ensino Médio... Uma coisa linda! Linda!
Eu fiquei me derretendo toda porque na minha redinha nem tava sabendo que era amada desse jeito. Eras!
Quer saber: Eu amo a LÍDIA CARDOSO porque ela nasceu gente, era pra ser flor, mas eu precisava dela demais e as flores são tão perecíveis!... Daí, no último instante, ela saiu flor-de-gente. Que é um tipo de flor disfarçada. Só pra alegrar a gente. Só pra deixar a vida da gente com este perfume maravilhoso que nos convence de que vale a pena viver. E tudo o mais.
Eu sou feliz e ela me faz crer que ser pequena não é problema quando há amor.
***
Luzia Almeida
 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

De tanta honra...

... eu,
perdida num quadrado
fui achada na configuração
de uma bússola-menina.
RAQUEL,
Tu sabes o que é honra!
E não aprendeste em almanaques.
Melhor pra mim,
que existo neste gráfico coragem-pureza
de que fui contemplada.
Eu era sombra,
metal sem brilho,
falso nome
e desencontro.
Era sem assinatura a tua pureza
e rompeste a unanimidade
na cadência de teu gesto:
Solidariedade acima de tudo.
Por isso cantará o rouxinol
todas as manhãs da tua existência.
Cantará o bem-te-vi.
O beija-flor fará um baile surpresa
com a tua sempre chegada.
Porque chegarás sempre onde quiseres,
pois tens uma bússola de honra
e nada e ninguém poderá tirar
teu tesouro.
Cantará o rouxinol,
o sabiá,
o bem-te-vi,
O beija-flor fará festa à tua existência.
Pureza com tons de coragem.
Cantará o rouxinol,
o sabiá, 
o bem-te-vi.
E quando passares
o beija-flor reunirá todas as flores
para que sempre seja perfumado e belo 
este caminho que fizeste pra mim.
Teu caminho, para sempre teu,
único que me fez ver a humanidade com poesia.
Eu te amo, Raquel!

FELIZ ANIVERSÁRIO!
DEUS TE ABENÇOE E TE GUARDE.

Poucas pessoas me ensinaram sobre honra. Poucas pessoas me mostraram o que é honra. Ninguém ainda tinha me mostrado o valor dessa virtude como a minha aluna RAQUEL MONTEIRO. Ninguém!
Na verdade, todas as vezes em que ouvir esta palavra "HONRA" associarei à minha querida aluna do segundo ano de 2014.
Dessa maneira nunca a esquecerei.
Como poderei esquecê-la?
Esquecê-la? Impossível!
É urgente que eu diga a minha felicidade neste dia tão especial.
É urgente que todos saibam que a professora Luzia Almeida, apesar de todos os defeitos, inclusive os didáticos, sabe aprender. Às vezes, é bem duro o aprendizado, isso implica lágrimas. E é de lágrimas e sorrisos que somos feitos nesta aventura CADA DIA. E minha alegria hoje é tanta e tão vasta que escreveria a beleza de uma sala de aula por conta de uma única aluna. Para sempre única no meu coração. Para sempre a menina que me ensinou o que é HONRA e, sem planejamento!
Olha! Se não fosse a RAQUEL, o que seria de mim?
***
Luzia da Silva Almeida
Ananindeua, 18 de fevereiro de 2015


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

De tanto amor...

...eu,
pedra de subúrbio,
desabrochei em flor
porque és mais que água e céu.
És doce orvalho da manhã dos sonhos meus.
Todas as manhãs não valem o calor do teu laço
que neste abraço
é dança de Neruda.
Eu era pedra de rua,
meia lua,
pedaços.
Agora sei que todos os sonhos são colecionáveis.
Que me importa a abelha
se de flor em flor
mel em montanhas infinitas
sossego nas manhãs de abril.
De flor em flor
de laço e abraço
adormeço depois das trovas
do teu coração...
EU NÃO SABIA O QUE ERA POESIA!...
***
Luzia Almeida

Felicidades, meu amor.
Feliz Aniversário.
Deus te abençoe eternamente. 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Louvor

Tanta coisa pra agradecer, Senhor!
Tanta coisa! Mas, olha bem dentro do meu coração que encontrarás um sorriso de quem reconhece a tua bondade todos os dias.
Cada dia viverei a tua bondade e serei feliz sem ouro, sem prata. Sem fama e sem o brilho do capitalismo porque não é disso que preciso. Somente a tua GRAÇA para que o brilho dos meus olhos continuem contemplando as obras das Tuas mãos.
Esse reconhecimento é que me faz  Luzia e preciso continuar...
Muito obrigada, Senhor!
***
Luzia Almeida

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Jefferson Guedes


Canta pra mim “uma canção perdida no universo”.
Passamos por algumas experiências na vida e não sabemos o tempo do sorriso. O tempo da alegria, o tempo de um sonho encantado de que não havíamos planejado e por conta disso, ficamos perdidos neste sorriso inesperado.

Hoje vou escrever sobre gente,  arte,  poesia e música.
A experiência de ouvir cantar – ao som do violão – uma letra de minha autoria é algo que passa do sobrenatural e vai ancorar nas bordas de uma manhã de abril.

Ouvir alguém cantando uma letra minha é um troço meio mágico. É assustador porque somos tomados de um encantamento tão grande, que definições seriam necessárias aos caminhões e mesmo a falta de argumentação seria uma montanha por conta dessa necessidade sempre do coração: VIVER.

Cada dia que se vive é o mesmo e é outro. A menos que algo aconteça e ainda assim seria o mesmo dia e outro; ainda que a música acontecesse e ainda assim seria música e poesia.
Poesia. Música. Gente.
Gente. Música. Poesia.
Trio inesperado que me fez tão feliz neste começo de ano.

Não quero ser exagerada, mas não posso.
Quando ouvi o JEFFERSON GUEDES cantando um poema de um amigo meu, pensei nesta possibilidade minha, nesse verbo meu e música. Falei pra ele nesta possibilidade e ele disse “SIM”.

Então, meus queridos...
Numa dessas manhãs de janeiro, o Jefferson chegou assim calmo e gentil como ele é. Sem pressa e sem rodeios e cantou CÓDIGO RIMADO, poema do meu livro ATRÁS DA COR e mostrou-me um azul feito dedos articulados sobre as cordas. Um céu de gente. Azul diferenciado porque ele cantou com seu perfil. Acho que ele nem sabe o quanto é GENTE BOA. Ele é uma pessoa que faz falta não pelo cargo que ocupa e, é bem interessante pensarmos na importância de uma pessoa pelo seu posto, pelo seu cargo. Não, ele é de uma simplicidade que me faz pensar em diamantes. Poderia ser uma flor, mas essa simplicidade de que falo tem um brilho duradouro, verdadeiro, valioso que a flor mesma com sua beleza não alcançaria. O tempo de uma flor é tão curto que não procederia nesta comparação a que me refiro.
O JEFFERSON GUEDES é a primeira pessoa que cantou um verso meu. Meu amigo, colega de trabalho: UM ARTISTA!
A parte de que gosto mais é esta:
Lua
Canta pra mim
Uma canção perdida...
***
Quem quer saber sobre felicidade?

Luzia Almeida