Viver!... Nada mais me resta que ser feliz e sonhar. Nada mais me resta que pensar o texto e suas multicores sofisticadas. Vida de um vermelho feito Rússia: Romance de Dostoiévski. Caminho de algodão de sol nascente carmim. Leitura. Clarão de memória que se traduz neste dia enfeitado. Vida de gente da gente GENTE!... *** Luzia Almeida
Quem não sabe ler: não é fera, é presa!... Facilmente será enganado, facilmente será manipulado. Presa fácil dos enganadores de plantão. Eu já poderia parar por aqui, porque meu objetivo é apresentar a importância da leitura. Mas estou ouvindo uma música agitada que está mexendo com os meus neurônios e tudo o que já li na vida vieram me espiar da janela do Conhecimento. A música toca lá fora. E meu repertório rebola neste texto de blog. Bacana!... Gostei!... Uma fera eu sou! A música leva meus dedos neste teclado preto e velho e já me preocupo com o fim da música. O fim vai parar minhas mãos? Será que vão colocar outra mais quente? Tomara!... Então acordo Dostoiévski. Acordo Kafka e Machado de Assis. E somos pontos soltos e atracados pelo amor à Leitura que é meu norte. Acordados somos felizes neste fim de tarde que tudo cura. Acordados somos felizes a partir da palavra-romance-conto-poema. Acordei minhas feras para um baile intelectual e minhas vestes são da cor da Rússia. Com peles de bicho bem pesadas senão eu morro de frio. Outra música agitada. Segue o texto. Kafka se espriguiça e pede um café: é um dos meus. Fera tipo inseto de mil pernas. Dostoiévski o olha de soslaio e quer um chá. Sabe do meu amor, mas o ciúme é inerente ao homem, mesmo de um gênio. Então volto-me para ele e digo palavras doces de admiradora: TU ÉS O CARA. Ele não entende. Mas sorri do mesmo jeito nesta união feito página de livro velho. Ele sorri, é de poucas palavras. (risos) Eu o abraço com meu olhar de leitora faminta. Eternamente brasileira com o coração russo e quente. A música agora é lenta e afetada. Que pena!... Eu viro a página: ponto final. *** Luzia Almeida
Pra dizer a verdade, seria um dragão disfarçado de passarinho. Os dragões geralmente são feios e eu não quero assustar minha amiga. Já basta o susto que eu dei na casa dela. Tenho que ir devagar com meus dragões!... Um dragão voador que gostasse de fazer o percurso Paramaribo-Belém-Paramaribo seria um sucesso!... Um dragão encantado com asas. Pra gente poder se visitar e comer pão de Natal com pasta de amendoim. É muito gostoso!... A Haidy seria a dona dele, do Dragão, como se fosse o motorista dela. Ela teria só que assobiar e a criatura apareceria. Ela diria: "Vamos a Belém!". E num passe de mágica estaríamos juntas e eu faria o meu famoso fígado acebolado. Também faria o meu não menos famoso bolo de maçã com canela e aveia. E salada. E banana cozida. Égua! E faria muita coisa. Depois faríamos uma dieta básica. Nós duas. O dragão também seria um pouco meu. Eu também poderia pensar numa viagem rápida sem passar por tanta coisa no aeroporto. Tanta coisa!... Pra quê?!... Sim, o nosso dragão seria só nosso, mas poderíamos também emprestar pro Malone. O Malone é gente finíssima. Bom. Vou planejar este dragão direitinho e vou fechar os olhos e respirar fundo. Quem sabe ele aparece e nos faz uma surpresa. *** Luzia Almeida A Haidy está com saudades, isto já era de se esperar. É justo: porque também estou morrendo de saudade dela. É verdade que esta saudade também tem a ver com a comida que ela faz. Huuuum! Pensa numa comida gostosa!
O retorno ao trabalho sempre será uma bênção!... E é desta maneira que eu inicio este ano: sentindo-me abençoada. Ano Novo de muito trabalho. Ano Novo com muita gratidão no coração. Novos projetos e uma disposição renovada. Feliz 2013!... Muita saúde e felicidades aos meus queridos amigos. *** Luzia Almeida