terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Uma menina existe...

É uma princesa!
Seu nome lembra a alegria da infância e por mais que o tempo teime a rodeá-la não poderá tirar o seu encantamento.
É feita de sol a Haidy. De uma luminosidade própria de estrelas e pra quem nunca viu uma estrela de perto, não sabe do que estou falando.
Eu disse luz? Estrela? Sol? Eu disse que o brilho não encontra definição a não ser em seu sorriso? Não, eu não disse nada ainda!... Agora é que vou começar:
Era uma vez uma vez uma princesa que não precisava de um conto de fadas pra existir. Uma princesa existente de alegria. Sem contos porque as fadas são tão frágeis!...
O seu domínio dispensa essa magia.
Dispensa todos os reinos porque ela mesma é autenticidade.
Um castelo existe, seu nome é alegria. Vibração de todas as notas, de todas as músicas. Baile de todas as horas. Poesia que supera todas as rimas:
Canção de amanhecer.
Vida!
Todos os sonhos se pudessem se agasalhariam em sua perspectiva e seriam concretos, mas feitos fantasia real. De uma realeza doce e forte como é próprio desses seres que nasceram para brilhar entre os seus. Assim é a minha amiga, Haidy. Um sonho vivo que se fez canção na vida de todos os que a rodeiam.
Uma luz de esperança que me ensina sobre distância: algo ultrapassado pelas palavras desse texto, porque o meu amor por ela é verdadeiro como a luz da manhã desse dezembro...
tão nosso!
                                             ***
HAIDY,
FELIZ ANIVERSÁRIO, MINHA QUERIDA!
DEUS TE ABENÇÕE ETERNAMENTE!

                                                                   Luzia Almeida

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Natal com Todorov

Eu amo Dostoievski!...
Todos sabem disso porque não é do meu jeito negar amor. Se amo, amo e acabou-se...
Bem, então tenho que esclarecer o porquê deste Natal com Todorov. É o seguinte:
As coisas todas da vida têm uma estrutura e um sentido, todas as coisas se encaixam com outras e com a Narrativa não é diferente.
Hoje, por exemplo, é véspera de Natal e eu preciso relacionar isso pra vocês. Como é que eu vou fazer? Deixa eu pensar... Já sei! Todorov ao falar nas estruturas narrativas fez um gráfico mais ou menos assim:
X viola uma lei.
Y deve punir X (por causa da transgressão da lei).
X tenta evitá-lo (para não ser punido).
E, enquanto isso,
Y viola a mesma lei que X violou (e agora está incapacitado de puni-lo já que também é transgressor).
É isso! 
Todorov lendo o Decamerão de Boccaccio descobriu a Queda do homem e, como estamos na época do Natal, nada mais justo do que convocar este pensamento do filósofo búlgaro para entender o quanto o Senhor é bom considerando sua compaixão enviando o Messias para nos salvar. Todos somos X e Y! É por isso que o Natal representa a festa da Humanidade e, hoje, passar o Natal com Todorov tem gosto de aprendizado porque violamos e violamos e mais... Mas, ninguém vai colocar a viola no saco porque há uma estrela anunciando que a LUZ chegou e bendita seja a geração de todos que podem dizer comigo...
                                     ALELUIA! 
"Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre seus ombros; e o seu nome será: MARAVILHOSO CONSELHEIRO, DEUS FORTE, PAI DA ETERNIDADE,          PRÍNCIPE DA PAZ;
para que se aumente o seu governo, e venha paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre seu reino, para o estabelecer e o firmar mediante o juízo e a justiça, desde agora e para sempre. O zelo do Senhor dos Exércitos fará isto."
Isaías 9:6,7
                                           ***
FELIZ NATAL!
BENDITO SEJA O CORDEIRO DE DEUS!
                                                      Luzia Almeida

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Luzia & Humphrey

Era dezembro e aconteceu em Niterói.
Eu estava muito espantada com a ideia de casamento, mas não desisti porque presentia um abraço mais quente e vivo.
De um coração terno e meigo. Um meu coração.
Não queria muita festa, que as festas são passageiras e eu não sou besta. Queria um montanha pra plantar minha bandeira, pra não ficar correndo atrás de fantasias... fantasias são perfeitas nos contos.
Então foi assim que esses anos passaram... 23!
Olha que parece que ainda estou indo à Fortaleza depois da cerimônia: uma menina ainda com 30 anos. 
O tempo, o tempo é uma graça... Quando dei por mim o braço já tem idade de abraço e o calor permanece, pois que eu não sou chegada muito ao frio.
É de sol que eu preciso. Dessa luz magnífica chamada HUMPHREY.
É de chão que eu preciso, dessa casa que me abraça e aguenta minhas intempéries.
Assim,
Com chuva ou com sol, perto dele, quero passar toda a minha vida.
A você, meu querido,
com muita ternura, no nosso dia, um abraço de amor...

Luzia da Silva Almeida
Ananindeua, 15 de dezembro de 2015.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

DE RAQUEL ENCANTADA

Quando a gente ama uma pessoa,
o resultado disso é o encantamento.
Estar num estado de encantamento é tão bom!...
Sim, primeiro porque faz bem amar. E... quando a gente ama uma criaturinha tão ameaçadoramente linda como a RAQUEL GUEIROS?
Ah, é muito legal!
A gente escreve!
A gente diz I LOVE YOU!
A gente quer tanto bem e por aí vai...
E hoje então! Que é o niver dela. Eu fico feliz por esse bolo que não comi, até porque não posso ficar comento bolo por causa do meu colesterol. Mas, um bolo do aniversário da Raquel com coca-cola eu como... mesmo com suco só pra festejar esse encantamento que é a vida... De uma pessoa tão amada que bem assim é tão inédita, tão capaz demais... Impressionante como os quadros de Van Gogh... Eu teria que recorrer ao dicionário dos Encantados para compor uma poesia de bem-querer enquanto fico pensando: Será que ela gosta de mim? Ei! Eu sei que gosta!... Daí também o motivo do love.
Beijo!
FELIZ ANIVERSÁRIO!
DEUS TE ABENÇOE SEMPRE!

Luzia Almeida

sábado, 24 de outubro de 2015

ENEM 2015


Meu querido aluno...
O ENEM chegou e também aquele friozinho na barriga. Não fique nervoso! Você estudou bastante e não se esqueça de que vocês fizeram muitas leituras, muitas mesmo. É verdade que nunca o texto estava bom e sempre aquela história de refazer, é assim mesmo pra todo mundo. Agora, fique esperto com a prova de REDAÇÃO. Não esqueça o que já vimos:
1. A apresentação da sua redação é fundamental: a sua letra tem que ser legível. Escreva sem borrar, observe a margem e não deixe uma linha em branco entre os parágrafos.
2. Leia com atenção o comando pra não escrever o que não te pediram. Leia com cuidado e não "ache" que eles querem que você escreva sobre isso. Você tem que saber o tema com certeza.
3. Na introdução apresente o assunto e se posicione (os temas exigem de você um posicionamento), mas não tenha pressa em desenvolver logo. Isso somente nos parágrafos seguintes.
4. No desenvolvimento você terá que fundamentar suas ideias e isso com os recursos que nós vimos: a citação, o exemplo, a comparação, a definição, a enumeração...
5. Com relação à citação: faça a memorização hoje à noite de umas três e isso já será um ganho pra você.
6. Na conclusão escreva sua proposta de intervenção: isso vale ponto. Em algumas questões somente uma SINERGIA, lembra?
7. Não esqueça os verbos da regência: não use a preposição "em" depois do verbo implicar (t.d.).
8. Não use gírias, nem termos coloquiais "tipo assim". Não esqueça que sua linguagem precisa ser culta.
9. Não diga que fulano ou fulana precisa se "conscientizar".
10. Se o assunto for DROGAS, cuidado! Não experimente nem escrevendo sobre isso!...
                                SUCESSO, meu querido!
Todo o conhecimento é ouro e o ENEM é a sua Serra Pelada.

Um grande abraço da professora que está torcendo por você.
                                                 Luzia Almeida

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Ser professora...

... não é fácil!
Vou contar pra vocês umas histórias de sala de aula:
Primeira história:
Era uma turma da noite, do ensino médio. Eu lembro benzinho que cheguei com um texto sobre violência contra a mulher. Eu cheguei, dei "Boa noite" à turma (turma boa, tranquila) e comecei falando sobre a sociedade brasileira... isso tudo para introduzir o assunto. Então eu falei: "Hoje vamos tratar da questão da violência contra a mulher e eu iria começar a distribuir uma cópia de um artigo da revista Veja. Como disse "Eu iria distribuir o material" porque uma aluna que estava sentada bem na primeira fila me chamou e disse bem baixinho só pra eu ouvir: "Professora, por favor, não toque nesse assunto." Eu percebi no rosto dela as questões que eu iria tratar. Não deu. Pensei "E agora?" Agora seria o plano B e pra quem tem todo o alfabeto na memória isso, claro, não foi difícil.
Segunda história:
Também à noite, o texto era meu, um conto : CHOCOLATE AMARGO, do meu segundo livro. Tema: pedofilia. A aluna me deixou ler o texto, mas depois na hora do debate ela disse "Professora, fui abusada com 11 anos". Eu fiquei num estado de nervo com aquela verdade monstruosa que não mais sabia dar andamento à aula. Mas, fui... como vocês já sabem: o alfabeto é meu!
Terceira História:
Um palavrão escrito na parede da sala de aula, toda aula e o palavrão lá. Toda aula, toda aula. Até que um dia eu falei qualquer coisa sobre aquela imundície escrita na parede e alguém falou: "Foi fulana!" E fulana estava na sala. Eu disse: "O quê? Você escreveu isso na parede?!" A fulana ficou toda sem graça e assim confirmou que tinha sido ela mesma. Eu disse: "Vá pegar água e sabão e vá já, já lavar toda essa sujeira!" Ela foi e lavou. As aulas seguintes sem palavrão foram bem melhores.
Agora chega de histórias tristes!...
Eu não estava na sala de aula, estava na secretaria e uma aluna estava lá também fazendo não sei o quê. Ela me viu e disse meio sem graça: "A senhora se lembra daquela noite... a senhora disse umas palavras... Eu fiquei olhando pra ela, pensando "que noite? que palavras? Ela continuou: "Eu ia fazer uma coisa errada, mas a senhora disse aquilo e eu não fiz mais..." Eu olhei pra ela e sorri. Às vezes, a gente banca a mãe em sala de aula e dá certo. Esse sentimento de simpatia pelo aluno é algo tão grande que, combinado com as palavras certas, surte efeito que só algumas vezes ficamos sabendo. As outras vezes não nos pertence, mas esse exemplo pra mim é um incentivo para tentar botar juízo numas cabecinhas de vento. 
NÃO DISISTIR É PRECISO!
São muitas as histórias. O que me tem feito pensar muito no meu comportamento é no modo como sou vista pelos meus alunos. O Samuel bate continência quando eu passo e o Rafael me chama de mãe e pede a bênção. Todas as vezes que me vê ele diz "Bença, mãe" e eu digo "Deus te abençoe" e eu fico nesta fronteira: entre a continência e palavra. Isso é ser professora. E as fronteiras falam sobre este público diverso.
Agora: 
Vou contar a mais linda de todas. Toda aula é uma luta e um dragão que tenho que matar e se mato o dragão da preguiça, do descaso e da indisciplina eu me fortaleço nessa sempre luta diária e se a turma fosse homogênea eu estaria perdida. Não estou. A turma é heterogênea: dragão morto e vejo pela sala alguns sorrisos daqueles que serão os futuros profissionais e que vêem na figura da professora a bússola para o sucesso. Então eu afio a lança e que venham todos os dragões do mundo que eu não tenho medo!
                                                   ***
Luzia da Silva Almeida
Meu carinho e respeito a todos os professores da minha vida: da Escola Municipal República de Portugal à Universidade da Amazônia - Unama. 
Meu carinho e respeito aos meus colegas professores da Escola Regina Coeli Souza e Silva e aos meus colegas do Mestrado 2014 da UNAMA.
Meu carinho e respeito às minhas irmãs Lilian da Silva Almeida e Heloisa Helena Almeida Mendes. À amiga Christiane Menezes Oliveira que, como eu, lutam as mesmas lutas e que, com certeza, têm muitas histórias pra contar:
MUITO AZUL E MUITAS FLORES PRA VOCÊS!

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Marcinha, meu amor...

...Eu te amo!
E falando assim tão simplesmente parece o mesmo e quase sempre o que todos dizem. Mas, se a frase é a mesma dita tantas e tantas vezes, hoje vou enfeitá-la com teu sorriso para que sendo frase, seja também flor, de branca pureza que liga a tua vida à minha.
Se a flor é branca a frase já virou jardim!
Agora são tantas as flores de querer-bem a vida inteira.
Efeito de ternura e vida que me faz feliz.
Eu seria capaz de inventar uma frase de amor inédita. Eu seria capaz! Mas até que desses conta de seu valor... ah, isso demandaria tempo, e o tempo é hoje, e o tempo é agora: 
dia 21 de setembro, o dia-flor-marcinha.
Dia de tanta ternura que fico escalando a Via Láctea para definir-te tanto encanto enquanto penso nas estrelas e recolho todos esses brilhos como conchas na areia da praia para enfeitar teu caminho que também é meu. Muita luz para iluminar-te hoje e sempre.   
Muita alegria no teu coração, Marcinha, porque se és feliz, também sou eu contigo! Por isso frase bendita de amar-te para sempre. Bem-querer é pura canção que trago escondida nos meus braços de te ninar... para sempre!
FELIZ ANIVERSÁRIO!
     DEUS TE ABENÇOE!
          Luzia Almeida

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Tiago, és sol!...

... Morno
que se põe.
Tu és mais que isso:
és a ideia perfeita de um conto.
A luz que reflete na página da minha vida
deste livro primeiro chamado Trapiche.
Ah, tu não sabias?
Tu não sabias que na configuração da fantasia
estarias na minha sala para falar-me
de Rosa Helena:
"Olha, professora!... O menino era terrivelmente apaixonado por uma menina que nem ligava pra ele..."
Que coisa linda!
Eu posso viver mil anos sem esquecer esse dia
tão feliz.
Um dia mágico com as cores do sol de Rosa Helena.
Mas, olha...
Que dia é hoje?
Pra mim, que sou tua fã, hoje é dia de festa!
Dia de pensar com saudade no meu aluno querido.
O aluno Tiago que me encantou com sua inteligência...
Eu era feliz e não sabia dessa saudade!... Nem suspeitava!
Que dias aqueles! Na na sala de aula... com a Alline, a Ana Gabriela, a Bárbara, o Davi, o Emannuel, a Gabriela, o Hudson, o Hugo, o Itamar, a Izabela, o Josué, a Juliane, a Kamila, a Karine, a Karoline, a Laiza, o Lucas, a Luiza, o Marcos, a Mellina, a Nilce, o Pedro, a Rafaela, o Mohamad, a Sarah... contigo e com o Wagner, todos INESQUECÍVEIS!!!
Pra sempre!
Se eu continuar com essa conversa... vou chorar!... porque te amo tanto que fico meio besta...
Vou chorar porque os dias foram tão breves que nem percebi que era o terceiro ano mais feliz da minha vida!
Não, vou parar com isso!
Hoje é dia de festa!
É o teu aniversário e só tenho que falar em flores, em chocolate, em bolo, em presente... tudo de bom e colorido com perfume da Natura. Tenho que aspirar às melhores colocações pra ti. Na tua vida muitos degraus a subir... Muitos e pra sempre nas alturas do sol.
             Meu querido,
                            FELIZ ANIVERSÁRIO!...

Luzia da Silva Almeida
Ananindeua, 4 de setembro de 2015

 
 

domingo, 23 de agosto de 2015

Dia de Victória

Dia de flores!...
Dia de música e tudo que tem um quê de harmonia,
de graça e de beleza.
Fantasia que tudo cria a partir do sorriso
que mais parece uma valsa
neste compasso: vida da gente. 
Vida de vinte e uma flores.
Dia de amores.
Arte feito ternura,
jardim e cor. 

Dia de comer chocolate, de esquecer a dieta e se chover...
tomar banho de chuva. Se não chover... melhor!

Dia de conversar, de não dormir depois do almoço para não perder tempo, para não perder a música...
para ter a festa completa.

Dia inteiro
DA VICTÓRIA SALZER.

                           FELIZ ANIVERSÁRIO!...
Grande abraço, minha princesa.

Luzia Almeida

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Um abraço para Haidy

Eu pensei em começar este texto falando em ouro para dizer a estrela que a Haidy é, seria mais ou menos assim:
Todo o ouro do mundo não vale um sorriso da minha amiga porque todo o ouro do mundo não pode produzir uma estrela sequer e minha amiga Haidy é constelação. 
Ficou bonito, eu sei...
Mas falar em ouro, em estrela ou em constelação ainda não é suficiente. O texto que eu quero escrever hoje tem que partir do ouro, dobrar na estrela, seguir reto em direção ao oceano para finalmente aportar na arte.
Vou tentar:
Hoje à noite quando estarei voltando ao Brasil deixarei uma palavra de agradecimento à minha amiga Haidy. Será demasiado emotivo, será um "muito obrigada" carregado de solidão porque eu sei que passarei algum tempo sem vê-la de novo: dias, semanas, meses, quem sabe até anos?!... Então, necessariamente a palavra de agradecimento será acompanhada de um abraço. Mesmo assim o tempo não desfaz o espaço porque o sol voltará a nascer como se nada tivesse acontecido e à noite, a lua e as estrelas estarão cumprindo seus papéis de luzeiros no mundo e eu não posso levar o Suriname pra casa. 
E o abraço? De que adianta tanto ouro e tanta estrela se um abraço de amizade é tão breve?!...
Quando eu digo um abraço para Haidy eu quero dizer que é muito difícil pra mim não levá-la comigo para o Brasil.
Então o abraço é um tipo de compensação para quem se separa, mas eu acho que não é uma compensação muito eficiente e além disso, acho que alguma coisa está faltando: eu falei em ouro, falei em estrela, em constelação, mas não falei em oceano porque não é só brilho que a Haidy irradia... O caráter dela é de uma profundidade que lembra muitas águas todas juntas formando um mundo de vida e cor.
E, tem mais, ela é tão inteligente que eu me sinto como uma criança perto dela aprendendo os primeiros passos.
Então, posso até chorar, mas eu sei que um abraço é tudo que tenho até o momento do novo sorriso.

Luzia da Silva Almeida
Paramaribo, 30 de julho de 2015

terça-feira, 21 de julho de 2015

Na Casa dos Malones

Na casa dos Malones os dias são sempre estrelados. Eu poderia dizer noites estreladas, mas há tanta luz que a palavra noite ficaria solta neste texto. Não quero confundi-los com tempo, não é de tempo que estou falando: é de casa. Casa Estrelada. Então vamos definir esta casa:
Uma casa é mais do que precisamos quando as pessoas são teto e abrigo num sentido que parte da semântica para ancorar no coração. Estão vendo? Não é fácil definir a Casa dos Malones!...
Vou tentar de novo:
Hoje pela manhã quando acordei ouvindo os passos da Haidy, eu fiquei tão alegre de saber que estava aqui que esta alegria não sendo inédita - posto que já estive aqui outras vezes - permanece única e sem par. Melhorou? Uma alegria agrupada que chega a nos convencer que nada existe de ruim lá fora. Que me faz cantar (mesmo sendo desafinada), que me faz pular (mesmo sendo cinquentona) que me faz sorrir (mesmo tendo que corrigir um capítulo da dissertação), todos os mesmos acabam sendo motivos dessa mesma alegria que me acomete e que me faz tão feliz. Uma felicidade benéfica com anúncios de tantas conversas, de tantos sorrisos e de fatos que se darão e que eu ainda não sei o conteúdo, mas a alegria da casa já me segreda nos ouvidos uma canção. Entenderam? 
Já estiveram numa casa assim? Que mesmo não sendo sua foi feita pra você porque tudo está de acordo e sugere uma beleza legítima, comum e rara como os quadros de Van Gogh? Eu vivo esse privilégio.
Bom, pra concluir:
Ontem à noite eu estava sentada no pátio e de repente eu vi um passarinho no telhado: entre uma pernamanca e o teto. Ele era tão vivo que pensei que fosse real. Mas depois percebi que ele não se mexia e eu esperando, esperando, esperando que ele se mexesse, ... e nada. Daí eu cheguei a conclusão que ele era empalhado. Eu disse pra Marcinha: Ah, ele tá empalhado!... Ela olhou pra ele e concordou comigo. O bichinho parado. O olhinho bem pretinho. Daí mais uns tempinhos, o olhinho bem pretinho fechou e eu pensei: "bicho empalhado não fecha o olho", mas como sou míope, levantei-me e fui vê-lo mais de perto. O olhinho estava aberto, mas ele continuava tão paradinho e suas penas eram tão verdadeiras como as penas de um pássaro empalhado que eu finalmente me convenci que o bicho estava realmente empalhado. Fiquei olhando pra ele na sua inércia e, se o coraçãozinho dele batia, as penas do peito não denunciavam. Voltei à minha cadeira com a certeza de que era uma decoração já que também havia plantas e rosas por perto. Quando sentei novamente o pássaro voou! Isso foi ontem à noite, eu tinha acabado chegar à Casa dos Malones!...
Passar por uma experiência onde os sentidos vão e vêm numa condução colorida de jardim é pra ser feliz que a felicidade também usa os sentidos.
O passarinho voou e o Malone trouxe suco pra mim e pra minha filha e ficou sentado no pátio conversando com a gente como se o todo mundo respirasse essa gentileza, essa generosidade que são propriedades dele e que deveriam ser do mundo todo.

Luzia da Silva Almeida
Paramaribo, 21 de julho de 2015

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Trapiche na VISÃO!...

Quando pupliquei meu primeiro livro em 2011 descobri o que era amor:
Tu és sol morno
Que se põe
Eu sou trapiche
Parado
Sofrendo calado
Embriagado de beleza
Que contigo levas.
Anoiteço
Junto com a noite
Quieto e parado
Pensamentos soltos
De saudade
Varado.
Amanhece
E com a memória
De tua presença
Que se aproxima...
Enlouqueço.
                 (Trapiche, pags. 15 e 16)
Foi uma descoberta de amor!...
Um sonho feito tantas páginas e que me ensina a lutar por tantos outros sonhos.
Lutar é verbo Luzia. É verbo vermelho com flores no pátio. Esse livro é tão importante pra mim que seria capaz de fazer outro para dizer o quanto de sua relevância ou, em outras palavras: "Meu amorzinho, você existe!"
É sério!
Você já publicou um livro?
Então!...
Meu livro não é semente, é tronco de mangueira que faz lembrar o doce das Letras. Eu me agarro com unhas dentes e ninguém pode desfazer esta magia: livro publicado!...
NINGUÉM!
Meu livro, meu encanto, está no stand da VISÃO sob a gerência do WILSON OLIVEIRA na mais importante feira do livro do Pará: a XIX Feira Pan-Amazônica do Livro. Ele e seu irmão mais novo: OS INESQUECÍVEIS estão na prateleira dos contos. Não estão desprotegidos, mas aguardam vocês para mais uma viagem ao mundo da Fantasia.
Bom, é isso! A Feira segue até o dia 7 de junho e meus livros aguardam vocês!
 Beijo!...
                Luzia Almeida

domingo, 19 de abril de 2015

Meus Queridos!

Meus queridos amigos e amigas do face:
MUITO OBRIGADA!
É bom demais fazer aniversário sabendo que tem gente que também ama a vida. Que pensa de modo positivo desejando saúde, paz, amor, prosperidade... eu já tenho vocês na minha vida. Que mais posso desejar depois de tanto carinho, um carinho especial de tantos amigos inesquecíveis.
Meus amigos do Regina, do Mestrado, da Igreja, meus parentes: Marcinha, minha princesa, muito obrigada, meu amor. Humy, obrigada por tanta dedicação!...
Obrigada a todos os amigos e amigas que conheci no decorrer da minha vida, meus sinceros agradecimentos por palavras tão amigas. Assim a gente até esquece que está envelhecendo (risos).
Grande abraço! MUITO OBRIGADA!
Que Deus possa me abençoar para que eu abençoe a vida de vocês. Que além de Luzia, Deus possa ir bem adiante fazendo-me luz para muita gente... e calor! Que minha vida não seja um desperdício, uma fraude, mas que de muitas maneiras eu possa acrescentar à vida do meu próximo um pouco da bondade de Deus para que minha existência tenha sentido além da minha casa. 
Meus queridos alunos e ex-alunos: muito obrigada pelo carinho. Meu Lírio, muito obrigada!
"Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite.
Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido."
Salmo 1. 2,3
Já ganhei muitos presentes e palavras do céu como a do irmão Abel:
"Irmãos, não abram mão do temor do Senhor!"
Muito obrigada, irmão Abel!
E da Tathy recebi palavras tão carinhosas!
Obrigada, Senhor... é muita bondade. É pura misericórdia pra quem não pode existir sem a Tua Luz.
***
Luzia Almeida
Domingo, 19 de abril de 2015
   

sábado, 18 de abril de 2015

Gratidão I

Bom é ter um sentimento de gratidão!
Um sentimento generoso para com o Senhor que nos criou, que nos formou segundo sua imagem e semelhança:
"Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e  sobre todos os répteis que rastejam pela terra."
Gênesis 1.26
Fomos criados à imagem de Deus, portando devemos expressar gratidão porque poderíamos estar rastejando como as cobras e os crocodilos. O Senhor concedeu-nos duas pernas para caminhar. E nos guia com sua luz bendita:   
"Lâmpada para os meus pés é a tua palavra,
e luz para os meus caminhos."
Salmo 119.105
Pernas e luz são elementos que implicam louvor. Um louvor de gratidão Àquele que nos criou:
"No dia seguinte, a numerosa multidão que viera à festa, tendo ouvido que Jesus estava no caminho para Jerusalém, tomou ramos de palmeiras e saiu ao seu encontro, clamando: Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor e que é Rei de Israel!"
João 12. 12,13
O Senhor me faz pensar em sua bondade nestes tempos de abril porque a vida é uma bênção!...
***
Luzia Almeida   

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Compaixão

Ontem falei sobre o gadareno. E quando a gente fala neste homem a gente quase até esquece que era um homem.
Era um homem! Mas não parecia. Não tinha uma vida, não vivia com a família, não tomava banho...
Quando falamos no gadareno, nós sempre esquecemos que ele era um homem e não um bicho. Parecia um bicho, mas era um homem. E sofria.
Hoje quero agradecer a Deus por tamanha bondade. Sim, porque eu posso agradecer a Deus pelo o que Ele fez com o gadareno que era doutor em sofrimento. Mestre em desespero. Era um desesperado, um atormentado: com frio, com calor, com fome, com sede, com vergonha, com medo, com saudade, com maldade, com tristeza. Muita tristeza. Solidão e confusão. Sem saída no último grau.
O gadareno não tinha remédio nem tratamento que o contemplasse. Somente o Senhor poderia fazer alguma coisa por ele. E fez! O Senhor o libertou das trevas que moravam nele, libertou-o!
E este trabalho de libertação não foi igual a escravidão no Brasil. Que depois da lei Áurea os escravos ficaram sem amparo legal. Não! O Senhor tirou as trevas e no lugar delas depositou eternamente a Luz do seu Filho Amado. Foi por isso que o gadareno quis seguir o Senhor, portanto era um servo e como servo ele queria servir o seu REI.
Esta parte está faltando no entendimento das pessoas: uma vez liberto das trevas, o gadareno queria seguir o Senhor porque aconteceu IDENTIDADE e quando há identidade com o Senhor, há louvor e adoração.
Uma pessoa que viveu os dois lados da espiritualidade com tamanha intensidade foi o gadareno. Ele saiu de trevas profundas para a luz eterna do seu bendito salvador.
A ELE, AO SENHOR JESUS, HONRA E GLÓRIA E LOUVOR PARA TODO O SEMPRE!
Quando penso nas bondades do Senhor, sempre me lembro do quanto o Senhor me guardou para que eu não ficasse feito uma louca vagando num cemitério.
LOUVADO SEJA SEU SANTO NOME!
"Ao entrar Jesus no barco, suplicava-lhe o que fora endemoninhado que o deixasse estar com ele.
Jesus, porém, não lho permitiu, mas ordenou-lhe: Vai para tua casa, para os teus. Anuncia-lhes tudo o que o Senhor te fez e como teve compaixão de ti."
Marcos 5. 18 e 19.
***
Luzia Almeida 

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Bondade e Misericórdia

O Deus Altíssimo é bom, eu já disse. Ele é bom e rico em misericórdia. A prova disso é o sol que a cada dia nos aquece. O sol, minha gente, vale mais quando precisamos dele. Assim: você lava roupa, então é melhor que não chova. Mas, minha gente, o sol não foi feito apenas para secar roupas. Ele é uma das belas manifestações da grandeza de Deus e cumpre seu papel quando funciona para nós.
Eu gosto muito do sol!
Deus, minha gente, é maior que o sol porque é seu Criador. Nós não podemos pensar em Deus apenas em tempos de chuva, como agora. O sol dispensa louvor, mas Deus não. Deus existe sempre e nos aquece e nos envolve com seu manto nos protegendo de perigos que nem conseguimos avaliar. Quantos perigos!?...
O sol é enorme de quente!...
A bondade de Deus procura alguma coisa no universo para se comparar e não acha nada. É por isso que o Senhor Jesus precisou passar no caminho do gadareno... justamente porque o sol não dava conta do recado. Entenderam? Aleluias ao REI JESUS!
 Já me senti como o gadareno: sem meios de melhora. E o Senhor passou e me viu e mandou meus porcos aos abismos.
LOUVADO SEJA SEU SANTO NOME!
"Andava sempre, de dia e de noite, clamando por entre os sepulcros e pelos montes, ferindo-se com pedras.
Quando, de longe, viu Jesus, correu e o adorou.
Então saiu o povo para ver o que sucedera.
Indo ter com Jesus, viram o endemoninhado, o que tivera a legião, assentado, vestido, em perfeito juízo; e temeram."
Marcos 5. 5,6 e 15. 
***
Luzia Almeida

quarta-feira, 15 de abril de 2015

A Palavra do Senhor

"Bem-aventurados os irrepreensíveis no seu caminho, que andam na lei do Senhor."
Salmo 119.1
Grande alegria têm aqueles que amam a Palavra de Deus. É antes de tudo uma bênção. É uma grande bênção o conhecimento de Deus. E sua Palavra nos ensina que:
1.DEUS É BOM.
2.DEUS É SANTO.
3.DEUS É JUSTO.
4.DEUS É MISERICORDIOSO.
Então vejamos:
1."Bom e reto é o Senhor, por isso aponta o caminho aos pecadores."
Salmo 25.8
2."Ser-me-eis santos, porque eu, o Senhor, sou santo e separei-vos dos povos, para serdes meus."
Levítico 20.26
3."Deus é justo juiz, Deus que sente indignação todos os dias."
Salmo 7.11
4."Ele, porém, que é misericordioso, perdoa a iniquidade e não destrói; antes, muitas vezes desvia a sua ira e não dá largas a toda a sua indignação."
Salmo 78.38
Os atributos de Deus nos convidam a uma aproximação mais estreita. Podemos nos aproximar dele por causa de suas intermináveis misericódias. A sua Palavra é nosso farol, nossa bússola, nossa luz. É a música da nossa alma!
É por isso que o salmista diz:
"Bendize, ó minha alma, ao Senhor,
e tudo o que há em mim bendiga ao seu santo nome."
Salmo 103.1   
***
Luzia Almeida  
    

terça-feira, 14 de abril de 2015

Bondade sempre!...

(Foto de Luzia Almeida, São Luís-MA)
Ainda pensando na bondade do Grande Deus Criador, quero me reportar hoje aos lugares que visitei. São muitas cidades!
E as lembranças de cidades sempre são acompanhadas de pessoas. Pessoas maravilhosas que conheci.
Deus é bom, eu já disse, e quero continuar a demostração quando apresento a vocês um ponto diferente pra que possamos pensar. Hoje vamos pensar em gente.
Em São Luís conheci a família de dona Josefa. Tudo começou por volta de 1986 ou 87 por aí. Eu fui fazer um trabalho da Federal em São José de Ribamar (uma vila de São Luís). Fiquei encantada com a hospitalidade dessa família. Na mesma hora que me apresentei já fui convidada pra almoçar (era mais ou menos 13h), eu estava com fome e cansada. Almocei peixe. Eles já tinham almoçado. E, mais tarde, o Ribinha (filho de dona Josefa) foi me levar à vila de pescadores, pra eu fazer o trabalho.
Foi tudo certo:
1) Comida.
2) Trabalho.
3) Carinho.
Não é disto que mais precisamos? Pois tudo eu tive assim de imediato quando fui fazer meu trabalho.
Então eu quero registrar mais esta bondade do Senhor e se pensarmos na nossa vida poderemos verificar o quanto Ele já fez por nós. Pense nisso!
"Rendei graças ao Senhor, invocai o seu nome, fazei conhecidos, entre os povos, os seus feitos."
Salmo 105.1
***
Luzia Almeida

segunda-feira, 13 de abril de 2015

O Grande Criador

O poder de Deus se manifesta nas suas obras!...
O sol, o mar, as árvores são exemplos da grandeza do Deus de Israel. E, ao contemplar tamanha grandeza fico pensando nessa arquitetura biológica... Muito mistério que se fez cor!
Muito mistério e poder das mãos daquele que vive para sempre... É por isso que o salmista diz:
"Exalta-te, Senhor, na tua força!
Nós cantaremos e louvaremos o teu poder."
Salmo 21.13
Cantar o poder de Deus é nossa tarefa e, considerando que se trata do Deus Altíssimo, é nosso privilégio porque primeiro somos abraçados por este conhecimento: Deus é grande e poderoso. Ele é o grande Criador do Universo. Este conhecimento é que nos leva ao cântico. O touro não pode louvar o seu Criador, muito embora a sua força. Todos os animais, mesmo os dotados de voz não podem racionalmente cantar ao Senhor um novo cântico, mas nós podemos!
Somos criados com o privilégio do entendimento. Fomos criados para adorá-lo eternamente. É por issso que primeiro entendemos o seu poder quando somos contemplados pela visão da sua criação. BENDITO SEJA O SEU SANTO NOME! 
Amém!
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Luzia Almeida
   

domingo, 12 de abril de 2015

Bendirei!...

Bendirei o Senhor porque a Ele fica bem o louvor!... 
As marcas de sua graça e de sua bondade testificam isso. Bom é um adjetivo que usamos diariamente, quase que não serve para qualificar o Senhor. Quase...
Bom no sentido de fazer-nos o BEM! Muito bem para as nossas almas. O mundo anda atormentado porque não conhece o Senhor, não sabe que Ele é bom. Não pensa nas obras maravilhosas que atestam a sua grandeza.
O Senhor é bom porque nos dá o pão de cada dia e isso é muito bom!... O pão diário a nos sustentar é o Senhor quem dá!
OBRIGADA, SENHOR!
"Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias de minha vida; e habitarei na Casa do Senhor para todo o sempre". 
Salmo 23.6
Essa bondade que o rei Davi descobriu está para todos. Não é exclusividade de ninguém. Descobri que a bondade de DEUS é um meio de vida. É qualidade de vida enquanto tantos pensam em fama e riqueza. Fama e riqueza não aquecem o coração. Melhor é ter paz e essa PAZ foi conseguida a preço de sangue para que hoje, domingo, pudéssemos caminhar até a Casa do Senhor para louvá-lo porque Ele é tão bom que nos deu o seu próprio Pão: dividiu conosco o seu Pão Eterno, Emanuel, para que o louvor pudesse ser uma realidade em nossas vidas. Nós que não tínhamos esperança. Dividir o pão não é coisa de amadores!... Foi o Senhor quem primeiro nos ensinou porque Ele é muito bom!...
***
Luzia Almeida
As orquídeas que estão na foto, são a segunda geração de algumas que recebi na sala de aula de uma ex-aluna, a Raquel Gueiros. Foi uma das mais bonitas homenagens que já recebi. Na sala de aula as flores não eram só pra mim, mas para cada aluno que pode ver tamanha gentileza. A visão da aluna oferendo flores à professora é uma bondade. Ver as flores da segunda geração é a mesma bondade agora plantada no quintal da professora.
É verdade! O Senhor é bom! Orquídeas, pão e cruz convencem-nos de que ELE É BOM, por isso bendirei o seu santo NOME. Amém!

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Dalcídio

O teu nome marca uma data de letras.
Marca um tempo de chuva, ilusão de olhos atormentados pela doença.
Teu nome nada diz sobre curas e nostalgias...
Magia pura de escrever o Norte
sobretudo
quando chove.
                   Luzia Almeida
*** 
O romance CHOVE NOS CAMPOS DE CACHOEIRA de Dalcídio Jurandir é muito mais que uma belíssima produção literária. Apresenta um vocabulário próprio da época em que foi concluído (1929), mas somente foi lançado em 1941 pela editora Vecchi. A beleza do texto paraense nos convida a conhecer palavras que, sendo nossas, precisam ser descobertas para que sejam amadas, eis a razão deste pequeno glossário:

01. MODINHA: s.f. tipo de canção urbana portuguesa e brasileira, surgida no século XVIII, com temática espiritual e/ou amorosa, popularizada no século seguinte, acompanhada por violão.
02. JIJU: (Do tupi ye’yu) S.m. Bras. Peixe teleósteo, caraciforme, da família dos caracídeos (Hoplerythrinun unitaeniatus (Spix)), dos rios Amazonas, Paraguai e São Francisco, de coloração semelhante à da traíra, com faixa preta ao longo da linha lateral, e comprimento de até 30 cm. É carnívoro e pode resistir por longo tempo à escassez de oxigênio e à dessecação.
03. TABEFE: (Do ar. Tabïkh, cozido) S. m. 1. Espécie de gemada preparada com leite, ovos e açúcar fervidos. 2. Soro de leite coalhado. 3. Pop. Tapa, soco, sopapo.
04. EMPAMBADA, (empalamado): Adj. 1. Coberto de emplastros. 2. Doente, achacadiço, mazelado. 3. Bras. Pálido, anêmico, como os opilados, os hidrópicos, ou de uma gordura frouxa e descorada.
05. ESTURDIA: S. f. Estroinice, travessura, extravagância.
06. CAIXEIRO: s. m. 1. Empregado em casa de comércio que vende no balcão; balconista. 2. Aquele que entrega a domicílio as mercadorias compradas; entregador. 3. Operador que faz caixa.
07. MERINÓ: (Do esp. Merino) Adj. Diz-se de uma raça de carneiros de lã muito fina. S. m. tecido feito dessa lã.
08. COIÓ: (de origem indígena, decerto) S. m. 1. Bras. V. peixe-voador. 2. Tolo. 3. Namorado ridículo. 4. Assobio característico que se dá perto de uma mulher como galanteio ou provocação amorosa. 5. Choça de um só compartimento que os trabalhadores constroem no meio da mata.
09. PLENILÚNIO: S. m. lua cheia
10. CATALÉPTICO: Adj. 1. Relativo à catalepsia. 2. Que sofre de catalepsia.
11. MUXINGA: S. f. 1. Chicote. 2. Surra.
12. CEPO: S. m. 1. Toro ou pedaço de toro cortado transversalmente. 2. Tronco de madeira onde o condenado deitava a cabeça para ser decapitado.
13. FITEIRO: S. m. 1.Homem que fabrica fitas. 2. Homem namorador, galanteador.
14. BABAQUARA: Adj. 1. Caipira, tolo. 2. CE. Grande influente, poderoso.
15. ENJAMBRAR: V. int. torcer ou empenar (uma tábua). 2. PE. Ficar confuso; envergonhado; confundir-se, acanhar-se.
16. TRESANDAR: V. t. d. 1. Fazer andar para trás; desandar. 2. Transtornar, confundir, perturbar, desordenar. 3. Exalar mau cheiro.
17. CHAPEAR: V. t. d. e i. 1. Cobrir, revestir ou guarnecer de chapas; chapar. 2. Revestir (parede ou teto) com argamassa, cimento ou barro que, arremessados de certa distância, produzem revestimento bem rugoso da superfície.
18. PACHORRA: S. f. falta de pressa, vagar, lentidão.
19. AMANUENSE: S. 1. Escrevente, copista. 2. Funcionário público de condição modesta que fazia a correspondência e copiava ou registrava documentos.
20. ALPENDRE: S. m. 1. Cobertura saliente, de uma só água, de ordinário à entrada de um prédio, apoiada, de um lado, na parede deste, e de outro, em esteios, pilares ou colunas; telheiro. 2. Pátio coberto. 3. Varanda.
21. COPIAR: S. m. 1. Varanda contígua à casa; alpendre.
22. CHARQUEADA: S.f. 1.Estabelecimento onde se charqueia a carne; saladeiro; tablada. 2. Derrotar o adversário no jogo, deixando-o sem dinheiro.
23. URUÁ: S. f. árvore da família das boragináceas.
24. REFREGA: S. f. 1. Encontro entre forças ou pessoas inimigas; peleja, briga, luta, reencontro. 2. Trabalho, lida, labuta, faina.
25. PÚCARO: S. m. 1. Pequeno vaso com asa, ordinariamente destinado a extrair líquidos de outros recipientes maiores. 2. Pequeno vaso de toucador, para depósito de pó de arroz.
MESTRADO EM COMUNICAÇÃO, LINGUAGENS E CULTURA
Disciplina: Análises Terminológicas, Glossários e Variantes
Professora Doutora: Rosa Assis

sábado, 21 de março de 2015

Dia de Poesia

Hoje é um dia muito bonito!...
Dia de Poesia: e pra mim que amo, nada mais certo que escrever do meu amor.
Quando a gente fala de amor é um risco porque até parece que somos acometidos de fraqueza, que ficamos vulneráveis, pequenos...
Bem, se sou pequena o problema é meu! Sou pequena, mas meu coração é do tamanho de um caroço de açaí (risos). Enganei vocês!
Ser pequena é uma boa ideia, porque de cara somos livrados da arrogância. Tanta gente arrogante no mundo, pensando que tem um rei na barriga. Não!
Prefiro ser pequena e ser gente. Gente de verdade: que é feliz e mesmo assim sofre e chora e ri e diz bobagem e se arrepende e pede desculpas porque tem o direito de se arrepender e que queria fazer tanta coisa boa e não sabe por onde começar...
Bem,
eu sou pequena, mas não sou invisível, não sou esquecível. Olha essa graça que eu vou fazer. Pra quê ser grande e ninguém te notar. Pra quê ser gigante e todos... "Quem?!...  Não sei quem é!"
Olha só!
Estava na minha redinha verde com o meu tablet quando li:
"Lídia Cardoso compartilhou link na sua linha do tempo." Esse negócio de LINHA DO TEMPO é um charme só. Deu até vontade de escrever um conto.
Pois então:
E a Pequena diz que não dá pra separar Luzia de Poesia e que lembra de mim, das tardes do Ensino Médio... Uma coisa linda! Linda!
Eu fiquei me derretendo toda porque na minha redinha nem tava sabendo que era amada desse jeito. Eras!
Quer saber: Eu amo a LÍDIA CARDOSO porque ela nasceu gente, era pra ser flor, mas eu precisava dela demais e as flores são tão perecíveis!... Daí, no último instante, ela saiu flor-de-gente. Que é um tipo de flor disfarçada. Só pra alegrar a gente. Só pra deixar a vida da gente com este perfume maravilhoso que nos convence de que vale a pena viver. E tudo o mais.
Eu sou feliz e ela me faz crer que ser pequena não é problema quando há amor.
***
Luzia Almeida